{"id":979,"date":"2022-02-26T10:30:05","date_gmt":"2022-02-26T13:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/ptvv.praxis.pro.br\/?p=979"},"modified":"2023-05-21T09:46:39","modified_gmt":"2023-05-21T12:46:39","slug":"as-culturas-amerindias-entre-os-pilares-da-humanidade-por-wilson-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/2022\/02\/26\/as-culturas-amerindias-entre-os-pilares-da-humanidade-por-wilson-coelho\/","title":{"rendered":"As Culturas Amer\u00edndias Entre os Pilares da Humanidade (por Wilson Co\u00ealho)"},"content":{"rendered":"<p>Independente das culturas amer\u00edndias terem sido por um longo tempo, do ponto de vista euroc\u00eantrico, exclu\u00eddas da hist\u00f3ria mundial, como contexto do descobrimento da Am\u00e9rica, existe o seu lugar na hist\u00f3ria.<\/p>\n<div id=\"attachment_981\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-981\" class=\"wp-image-981 size-medium\" src=\"https:\/\/ptvv.praxis.pro.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/indigena_banner-300x171.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"171\" srcset=\"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/indigena_banner-300x171.png 300w, https:\/\/pt.praxis.pro.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/indigena_banner.png 728w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-981\" class=\"wp-caption-text\">06.08.2020 &#8211; Tamara Castro<\/p><\/div>\n<p>As culturas amer\u00edndias se imp\u00f5em entre os pilares da humanidade, tendo em vista a inven\u00e7\u00e3o da agricultura (revolu\u00e7\u00e3o neol\u00edtica) e a organiza\u00e7\u00e3o da confedera\u00e7\u00e3o (revolu\u00e7\u00e3o urbana), anteriormente \u00e0 descoberta, eram praticadas para al\u00e9m das culturas do Pac\u00edfico, em especial, no espa\u00e7o mesoamericano que culmina nos povos maias e astecas e, ainda, nos Andes do Sul, nas regi\u00f5es do chamado imp\u00e9rio Inca. Conforme Enrique Dussel, um dos maiores expoentes da filosofia da liberta\u00e7\u00e3o latino-americana, este momento hist\u00f3rico \u2013 se estudado no tempo e no espa\u00e7o \u2013 d\u00e1-se primeiramente no Oeste (precisamente na Mesopot\u00e2mia e logo depois no Egito). Mas que depois foi surgindo, sucessivamente e sem necessidade de contatos diretos, no Leste (vale do Indo e no vale do Amarelo, na China). Equivale dizer que desde a Mesopot\u00e2mia at\u00e9 o dito imp\u00e9rio Inca pode-se encontrar o mundo racional do mito, atrav\u00e9s de civiliza\u00e7\u00f5es com a consci\u00eancia racional situada no mesmo n\u00edvel do neol\u00edtico de \u201cdiferentes\u201d culturas, onde nelas est\u00e3o inclu\u00eddas as amer\u00edndias.<\/p>\n<p>Neste contexto, colocar as culturas amer\u00edndias entre os pilares da humanidade seria levar em considera\u00e7\u00e3o a linguagem de seus mitos com uma racionalidade cr\u00edtica e repleta de s\u00edmbolos capazes de sistematizar seus discursos no sentido de uma grande obra e desenvolvimento da raz\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Sem a pretens\u00e3o de meramente descrever a vida e sequer de \u201cdescrever\u201d o mundo dos amer\u00edndios, Dussel se prop\u00f5e a sugerir o lugar desses povos na Hist\u00f3ria mundial. Da\u00ed, ele considera \u2013 em sua interpreta\u00e7\u00e3o \u2013 tr\u00eas graus de desenvolvimento cultural dos povos americanos na proto-hist\u00f3ria como o per\u00edodo entre a pr\u00e9-hist\u00f3ria (hist\u00f3ria mesmo) e o per\u00edodo hist\u00f3rico propriamente dito (do ponto de vista europeu). O primeiro grau compreende o caso dos cl\u00e3s e tribos de pescadores, ca\u00e7adores e coletores n\u00f4mades do norte e do sul. O segundo grau trata-se dos plantadores com aldeias de cl\u00e3s, tribos e confedera\u00e7\u00e3o de tribos (numa fase pr\u00e9-urbana), das culturas e das Cordilheiras do sul e sudeste, desde o imp\u00e9rio Inca at\u00e9 os amaz\u00f4nicos (tupi-guarani e aruaques), caribes e, tamb\u00e9m, as culturas do sudeste, das pradarias e do sudoeste do atual Estados Unidos. Por fim, o terceiro grau significa a \u201cAm\u00e9rica Nuclear\u201d ou urbana, compreendendo a Meso-Am\u00e9rica dos Maias e Astecas do M\u00e9xico e Guatemala at\u00e9 os Chibchas da Col\u00f4mbia, at\u00e9 a regi\u00e3o do imp\u00e9rio Inca que vai do Equador ao Chile e Argentina.<\/p>\n<p>Assim como toda a humanidade, essas culturas amer\u00edndias tamb\u00e9m tinham dado nomes aos rios e pradarias e, enfim, tinham incorporado ao seu mundo da vida, o sentido, a humaniza\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>A SABEDORIA DOS GUARANI<\/strong><br \/>\nSe em virtude de suas manifesta\u00e7\u00f5es os guarani s\u00e3o considerados desprovidos de desenvolvimento, isto n\u00e3o passa de uma apar\u00eancia se compreendidas suas experi\u00eancias culturais que s\u00e3o carregadas de significados atrav\u00e9s da linguagem que muito se aproxima daquilo a que se convencionou chamar de moderno.<\/p>\n<p>A palavra para o guarani \u00e9 sin\u00f4nimo de sua exist\u00eancia, levando em conta a palavra como o \u201cn\u00facleo inicial da pessoa\u201d, mas este n\u00facleo como a participa\u00e7\u00e3o do divino. Da\u00ed, a palavra alma como a ess\u00eancia do ser humano que se mostra em todas as suas formas de express\u00e3o, ou seja, no sonho, no canto, no ritual e nas rela\u00e7\u00f5es com o outro.<\/p>\n<p>Mas a grande sabedoria do guarani est\u00e1 no fato da palavra ter uma hist\u00f3ria que \u00e9 a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do guarani que tem por princ\u00edpio a distribui\u00e7\u00e3o, o dar e o receber.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que a palavra para o guarani, ali\u00e1s, a palavra guarani, seja comunit\u00e1ria e econ\u00f4mica e que estabele\u00e7a um sistema de total \u201creciprocidade\u201d. Para o guarani, a \u201cfesta\u201d \u00e9 o lugar da palavra que desde o seu nome faz parte de sua vida e de sua morte.<\/p>\n<p><strong>DESENVOLVER UMA ARTICULA\u00c7\u00c3O ENTRE AS FIGURAS DA RESIST\u00caNCIA E A SABEDORIA DOS POVOS IND\u00cdGENAS<\/strong><\/p>\n<p>A princ\u00edpio, entendo a \u201cparusia\u201d como a primeira figura na interpreta\u00e7\u00e3o de Dussel sobre o encobrimento da Am\u00e9rica Latina, trata-se de considerar a compreens\u00e3o da chegada dos espanh\u00f3is vindos do Oriente, \u201cl\u00e1 onde nasce a cada amanhecer o Sol\u201d.<br \/>\nImplica dizer que os Astecas, representados por Moctezuma, acreditavam que o conquistador Hern\u00e1n Cort\u00eas, vindo do infinito (mar), era Quetzalc\u00f3atl que chegava para retomar o seu trono, tendo em vista o relato de diversos press\u00e1gios que os antigos mexicanos afirmavam ter visto.<\/p>\n<p>Tendo em vista a sabedoria dos Astecas que tinham um conhecimento exato da medi\u00e7\u00e3o do tempo sagrado, suas vidas eram reguladas por uma multid\u00e3o hierarquizada de divindades. Ao saber do aparecimento dos rec\u00e9m-chegados, Moctezuma acreditou que Cort\u00eas era Quetzalc\u00f3atl. Mas tudo isso \u2013 do ponto de vista dos Astecas \u2013 no pleno exerc\u00edcio estrat\u00e9gico da racionalidade, pois os Astecas tinham uma vis\u00e3o \u201ctr\u00e1gica\u201d da exist\u00eancia, considerando que n\u00e3o havia lugar para nenhuma liberdade no acontecer humano e tudo estava predeterminado de antem\u00e3o pela tradi\u00e7\u00e3o da \u201cvelha regra de vida\u201d.<\/p>\n<p>Mas apesar de uma esp\u00e9cie de racioc\u00ednio que apontava para a chegada de uma divindade para ocupar o seu trono, Moctezuma ficou em d\u00favida se realmente era Quetzalc\u00f3atl ou apenas seres humanos invasores ou, ainda, se se tratava da volta mesmo de Quetzalc\u00f3atl confundido com o princ\u00edpio divino como um dos rostos de Omet\u00e9otl (Divina-Dualidade). Neste \u00faltimo caso, seria uma cat\u00e1strofe, considerando que os Astecas acreditavam viver o Quinto Sol, ou seja, uma realidade \u201cfenom\u00eanica\u201d, \u201ctemporal\u201d, \u201cterrestre\u201d, onde se vive como \u201cem sonhos\u201d. Da\u00ed, o sexto sol significaria a \u00e9poca da servid\u00e3o, a conquista espiritual, a morte dos deuses.<\/p>\n<p>A segunda figura, compreendida como a \u201cinvas\u00e3o\u201d, acabara por negar completamente a sabedoria dos Tlamatinime (os que sabem algo ou os que sabem coisas), fora destru\u00edda toda a sua vis\u00e3o de mundo, provando que era inadequada e insuficiente para perceber a realidade. Escusado dizer que tarde demais os Astecas perceberam que Cort\u00eas e seus homens eram s\u00f3 um grupo de guerreiros.<\/p>\n<p>Depois de algumas lutas a invas\u00e3o \u00e9 consumada e os Astecas derrotados, assim como os Maias e os Incas de Atahualpa at\u00e9 os confins da Terra do Fogo (sul) e o Alasca (norte), no decorrer dos anos de exterm\u00ednio. Tudo em nome de uma Modernidade que se pretendia \u201cemancipar\u201d os oprimidos Astecas v\u00edtimas de seus sanguin\u00e1rios deuses. Em troca, lhes trouxeram o Sexto Sol que amanhece no horizonte com um novo deus, o deus do capital.<\/p>\n<p>A terceira figura, ou \u201cresist\u00eancia\u201d, mostra que \u2013 apesar dos fatos \u201cgloriosos\u201d dos valentes guerreiros da coloniza\u00e7\u00e3o, conforme a hist\u00f3ria oficial \u2013 desde o come\u00e7o e dos equ\u00edvocos do encontro, houve uma oposi\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica por parte de homens e mulheres enfrentando armas de fogo, cavalos e c\u00e3es treinados. Nesta resist\u00eancia lutaram com coragem e diversas maneiras muitos caciques de Santo Domingo, Cuba, Porto Rico, Nicar\u00e1gua, M\u00e9xico, Honduras, Peru, etc., al\u00e9m das rebeli\u00f5es de escravos africanos que, inclusive, teve a primeira realizada em 1522, em Santo Domingo. Existem ainda exemplos de resist\u00eancia onde homens e mulheres lutaram at\u00e9 a morte de todo um povo e, at\u00e9 mesmo, o suic\u00eddio de povos inteiros para n\u00e3o se entregarem vencidos aos invasores.<\/p>\n<p>Apesar do 500 anos em que a Modernidade nos \u201cinventou\u201d como Periferia, faz-se necess\u00e1rio \u201cresgatar do esquecimento todos aqueles que souberam defender sua terra e sua liberdade\u201d ou que, pelo menos, lutaram com esta finalidade deixando-nos a certeza de que nem sempre a for\u00e7a fala mais alto que a verdade.<\/p>\n<p><strong>AS TR\u00caS POSI\u00c7\u00d5ES TE\u00d3RICO-ARGUMENTATIVAS EM TORNO DA MODERNIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Historicamente, as tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es consideradas te\u00f3rico-argumentativas s\u00e3o as seguintes: 1) \u2013 a \u201cModernidade como emancipa\u00e7\u00e3o\u201d (Gin\u00e9s de Sep\u00falveda), 2) \u2013 a \u201cModernidade como utopia\u201d (Ger\u00f4nimo de Mendieta) e, 3) \u2013 a cr\u00edtica do \u201cmito da Modernidade\u201d (Bartolom\u00e9 de las Casas).<\/p>\n<p>1. A Modernidade se d\u00e1 como \u201cemancipa\u00e7\u00e3o\u201d, na medida em que o colonizador acreditando-se superior pela posse e manuseio de instrumentos e tecnologias chamadas desenvolvidas, submetem outras culturas chamadas inferiores ao seu modelo de civiliza\u00e7\u00e3o, onde oculta o processo da domina\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia. Processo este, aplicado como se fora uma a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e necess\u00e1ria e que \u00e9, ao mesmo tempo, justificada pela fal\u00e1cia desenvolvimentista. \u00c9 dizer que o colonizador entende a conquista como uma a\u00e7\u00e3o emancipat\u00f3ria, considerando a oportunidade que este d\u00e1 ao colonizado de sair da barb\u00e1rie e da imaturidade.<\/p>\n<p>2. Esta segunda quest\u00e3o da Modernidade significa a tentativa de alguns mission\u00e1rios franciscanos, como se fora em defesa dos \u00edndios, estabelecerem um mundo ut\u00f3pico, onde fosse poss\u00edvel uma a\u00e7\u00e3o modernizadora. Em resumo, seria aceitar a possibilidade do \u00edndio como um outro e conservando todos os seus costumes, suas vestimentas e seus instrumentos e autoridades pol\u00edticas, desde que este mundo \u201cut\u00f3pico\u201d n\u00e3o pudesse parecer qualquer m\u00ednima amea\u00e7a aos dogmas do cristianismo.<\/p>\n<p>3. A Modernidade \u00e9 utilizada como mito necessariamente para justificar a viol\u00eancia civilizadora. Bartolomeu de las Casas coloca-se do lado do Outro, como a Alteridade e, mesmo admitindo a Modernidade e pretensa superioridade europ\u00e9ia, critica as premissas que a sustentam como viol\u00eancia civilizadora, entendendo que \u2013 sendo a Europa crist\u00e3 mais desenvolvida \u2013 deveria ensinar e mostrar a esses povos o seu processo de desenvolvimento, ou seja, mostrar o \u201cmodo\u201d pelo qual se pode desenvolver.<\/p>\n<p><strong>MODERNIDADE E PROJETO TRANSMODERNO<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a Modernidade, que surgiu em 1492, de acordo com determinadas condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, tem sido a nega\u00e7\u00e3o da Alteridade, ao mesmo tempo em que se define como \u201cemancipat\u00f3ria\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina e se acoberta pela cultura m\u00edtica da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A Transmodernidade \u00e9 um paradigma que se apresenta na atualidade em prol da supera\u00e7\u00e3o do mito da Modernidade. O projeto Transmoderno trata-se de um processo mundial de liberta\u00e7\u00e3o pol\u00edtico, econ\u00f4mico, ecol\u00f3gico, religioso, pedag\u00f3gico, er\u00f3tico, etc., onde a Alteridade que na Modernidade era tido como co-essencial seja, agora, assumida na horizontalidade e se realize igualmente.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/wilsoncoelho.praxis.pro.br\">Wilson Co\u00ealho<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Poeta, tradutor, palestrante, dramaturgo e escritor<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201c<\/em><i><em>Este artigo n\u00e3o representa a opini\u00e3o do<\/em><\/i><strong><i><em> ptvv.praxis.pro.br <\/em><\/i><\/strong><i><em>e \u00e9 de responsabilidade do autor.<\/em><\/i><i><em>\u201d<\/em><\/i><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/2022\/02\/26\/as-culturas-amerindias-entre-os-pilares-da-humanidade-por-wilson-coelho\/\">Leia mais&#8230; &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1004,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=979"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2389,"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979\/revisions\/2389"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1004"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pt.praxis.pro.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}